Tuesday, June 26, 2007

Del mar 26|6






















Falha 26|6

Relembro dias em que a capacidade de afirmação era convicta e furtiva. O eco propagava-se longe, como vozes crédulas no que proferia.
Pode ser preciso espaço, consciência e a tal disponibilidade para alterar tudo isto. Mas não subsiste se não for cuidado.
Não me sinto outra pessoa, sinto diferenças. Consequências típicas de quem se predispõe a tal.
O eterno paradoxo manifesta-se assim, um afirmar seguido da tentadora contradição. O não expelir, para proteger de sua própria morte.
Alegava a falta de conquista, a persuasão da parte “interessada ou não” e já me sinto conquistado. E manter? Será possível?
Aterradora constatação que sejas apenas uma aragem passageira, não te permito a magnificência nem estadia no meu habitat. Mantém-te longe.
Serei eu menos egoísta do que me julgam?

Monday, June 18, 2007

A galeria 19|6




Em breve terei um espaço onde prima a imagem, o espaço desenhado numa atitud'atelier.
(em construção)

Sunday, June 17, 2007

Obscena 17|6







tinta da china em tela

Thursday, June 14, 2007

Tuesday, June 12, 2007

Apresentação 12|6

Não doeu tanto como pensei. A penosa dor do impacto das pedras foi atenuada pelo espaço. A apresentação foi numa sala normal, menos pessoas, menos intimidante.
A critica, esperada.

Não tem plantas, não tem nada. Não consigo perceber o seu projecto!
Arq. Pedro Mendes

Boa capacidade de organização de espaços, de volumes. Interessante assumir as características próprias de cada módulo de exposição.
Deficiência a nível de materialidade – cobrir uma parede contínua de betão com vidro agrafado é excessivamente dispendioso.
Gostei do facto de ter sido sincero admitindo que não organizou o espaço de estacionamento, embora este seja essencial para perceber a estrutura do edifício. – As paredes estruturais foram pensadas, dá para perceber na mudança de pisos, tive isso em atenção.

Arq. Lúcia Barbosa

Atitude? O Dário pertence a uma vanguarda? Sente-se vanguardista? – Naturalmente que não, longe disso.
As pessoas nascem, andam perdidas e depois morrem. O Dário anda perdido, mas não é esse o problema, a quebra está patente no facto de não expelir tudo o que está mal resolvido em si. Está preso em algo que tem que ser rapidamente resolvido. É uma pessoa muito inteligente, com um sentido sensorial imenso... Não desisto de si!

Arq. Saldanha

Sunday, June 10, 2007

Sentido em mim 10|6

A vulnerabilidade é um sinal. A marca constante de sensações estranhamente apetecíveis. Brota em mim sem que a tenha permitido, contraria cada pensamento antecipado por tais profecias. Nega e renega quem sou.
Posso mostrá-la, ou não. Conheço-me como quem a esconderá a todo o custo, martirizando os tais sentimentos puros.
Nunca me senti assim antes, vulnerável.
Por outro lado costumo assumir facilmente tudo. Convicto.
Porque não assumir que me sinto vulnerável?
Porque não gozar este estado na totalidade da sua grandeza, se um dia me arrepender, posso sempre pensar que foi meu num todo!
É a pedra da calçada inerte, fria e calculista. A fervorosa brasa que tende a extinguir. A sociedade.Versus a minha convicção, a minha sensibilidade de ti.

Wednesday, June 06, 2007

Energúmeno 6|6

Toma lá batatas - corte transversal ACTITUDE (M.A.C.)

Sunday, June 03, 2007

Abre los ojos 3|6

É amanhã o pseudo veredicto final. Confesso estar inseguro, o arquitecto não gosta da minha postura e eu n suporto a dele.
A entrega foi bem mais arriscada que a anterior (na qual não cheguei a saber resultados). Sinto um frio no estômago, sinto-me alvo de motim.
Amanhã será certamente um dia de tremores.
“Abre los ojos”

Aquele degredo habitual numa citação monocórdica irritante que é o ditado de notas martiriza-me num acto cobarde.
Tenho alterações a fazer, espero por dia 12. Melhor, trabalho até dia 12. Mais uma pipa de massa (D: mãe dá-me o cartão, tenho que plotar!) e um apedrejamento em praça pública pelos arquitectos habituais com a distinta falta de educação.
É já amanhã, podia ser já. Até lá tenho uma digestão de pasto, mastigo desce ao estômago, volta a subir, mastigo, volta a descer ao estômado... até amanhã sou ruminante.