Tuesday, December 01, 2009

Saudades 2|12


Estejas onde estiveres que esteja contigo o aconchego do meu amor.
Ensinaste-me a amar e só por isso mereces o melhor. Será sempre um cuidado meu, proporcionar-te o melhor.
Amo-te

Cheguei e não sei se volto 2|12

Todos os dias somos confrontados com situações, conversas, imagens e momentos que nos fazem reflectir. E sinceramente apetece-me mandar-vos todos para o caralho.
Apetece-me, pura e simplesmente.
E tudo o que me apetece faço-o. Não sendo isto um acto de irresponsabilidade é um acto de coragem. Está tudo entretido demais com a procura incessante dos presentes de Natal, tudo preocupado com o despertador que toca de manhã cedo, cedo demais, que vos guia àquele dia enfadonho, mas que tem de ser no intuito de receberem o vosso ordenado ao final do mês e levarem o mês seguinte a restringirem-se de devaneios causados pelo materialismo preciso.
É a velha estória da galinha e do ovo. Conseguem perceber? Não, não se preocupem, mando-vos para o caralho.
Anda tudo muito preocupado em ler para se mostrarem interessados e ver exposições para serem bem conectados numa sociedade viciada. E a sensibilidade?
Em conversa, já referi várias vezes que não me importa se lêem ou não o meu blog. Se gostam, se o acham enfadonho. O meu blog é meu, não é para ser lido por ninguém. E aqui confrontam-me com a questão de ser publico, de estar na net. O público é igualmente anonimato, porque não é um blog conhecido, porque só chega a quem realmente tem interesse em lê-lo e sei consequentemente que são poucos os que se interessam. O estar publicado na esperança de me disciplinar a pensar e a escrever faz com que consiga jorrar toda a porcaria que vai cá dentro, alivia-me a alma e o sentimento de culpa que se arrasta comigo à medida do tempo (e que devia ser vosso também).
O meu blog é escuro demais, tem fundo preto. Talvez seja mais fácil desistir, a persistência é responsável e tolerada. Mas desistir não é retroceder à palavra, voltar atrás para refazer o que assumimos ser erróneo é a base da coragem. Têm-na?
Como esses filmes que andam aí nos píncaros, essas representações do fim do mundo. Está tudo tão entusiasmado que metem nojo. Vocês são o vosso próprio fim, aliás vocês estão acabados.
Vão todos para o caralho, bando de inúteis.

Tuesday, November 17, 2009

Souvenir I 17|11




Há momentos que ficam para sempre.
Momentos que recordamos com carinho, com saudade, com nostalgia.
E como não tenho muito a dizer, este é o primeiro de vários post's de recordações.
Fica o Aniversário do João. Se não estou em erro data 2006.
Ainda guardas o tríptico fotográfico que te ofereci?

Wednesday, November 04, 2009

Tenho dito 4|11

Se falarmos demais não nos resta muito para escrever.
Se pensarmos demais não nos resta muito para sentir.
Preferia ser muito menos. Preferia me julgar imenso. Preferia até ser sedentário e sentir o monopólio de mim mesmo.
São formas que me rodopiam frenéticas, cada uma tem uma cor e uma sensação específica. Trazem-me tanto e tão pouco. São imagens, presentes oportunos do que somos e para o que vimos. E no mesmo instante que chegam, fogem. Pouco tenho a escrever.
Se um dia conseguir olhar para trás e perceber o percurso então sinto-me capaz de gritar ao mundo que é possível perceber tudo com a maior da nitidez. Pouco tenho a pensar.
E sinto tudo calado. A angústia é minha parceira neste estado solitário onde o perímetro é a ambivalência entre o ser e o não ser. Tudo tenho para sentir.

Wednesday, October 21, 2009

Saudades de mim

Já vos aconteceu terem saudades de vocês mesmos?
Pois é assim que me sinto, com saudades de mim próprio.

Friday, July 24, 2009

Je me casse 25|7

Je suis pas envie de lesser tomber mon coeur.
Je me casse.

Tuesday, June 30, 2009

Saudade 30|6

Monday, June 29, 2009

Só mais um dia 29|6

Podia gritar aos céus reivindicando tudo e mais alguma coisa.
Podia exigir o reembolso do que foi investido.
Podia até criar e julgar-me supremo.
Fugir até tocar na solidão absoluta.
Ser extremista e só ver com egoísmo o que eventualmente julgaria tudo.
Mas não me foi permitido restringir-me a tão pouco.
Mostraram-me muito mais.
Podia tanto.
Posso nada.
Não posso.
Estou esquecido de quem sou.
Ainda crente no “para que fim”.
Já pude enganado e só me encontrei no instante em que me perdi.
E as borboletas no estômago?
E o colo?
E aquele frenesim que antecedia o veredicto?
Já fui tantas coisas que julguei ser e hoje sou tão pouco.
Evolução?
Depressão?
Ou ,
Noção?
Talvez,
Nada. Talvez muito pouco.
E os outros?
É tudo mentira, qual foi a parte que vos faltou perceber?
Conseguem viver assim?