Não sei até que ponto posso me sentir indignado ou ofendido, não consigo definir limites para esta angústia desmedida, esta vaga que tenta um lugar de travão nas minhas convicções. Existem pessoas muito mal formadas, existem pessoas em que a inteligência não é tomada como sinónimo de “boa pessoa” ou “bem educada”. Há dias em que tudo parece ter mudado, a corrente não parou, alterou-se toma um caminho inverso, mas não o mesmo que nós. Tais dias reflectem-se assim, com palavras injustas, mal medidas, errantes... É um facto que sempre me atraíram mentes inteligentes, com caracter definido, personalidades com fundamento forte, mas sou eu errante quando penso que a este pacote vem aliado boa educação, noção de relação inter-pessoal, respeito. Pela segunda vez consecutiva em auditório sou humilhado por um docente, as duas pelo mesmo. Pior é não haver fundamento, pior é ser em alturas de “glória”. Só seriam apresentados os melhores trabalhos, num auditório onde o curso inteiro se concentrava para assistir às respectivas apresentações. O meu foi eleito, mas tudo cai por terra quando marcam estas apresentações coincidentes com uma reunião de criatividade com um cliente importante. O grupo esperou que chegasse, fiz a maratona e cheguei a vomitar a pleura, mas cheguei e é nesta altura que esta pessoa se digna a mais uma vez tomar uma atitude de humilhação perante a plateia.Não tenho medo de gente com estatutos superiores, mesmo que isso me possa prejudicar. A vida é minha e não permito que ninguém interfira!
Escrevi este texto há sensivelmente um ano atrás. O que me leva a voltar a publicá-lo é a impressionante adequação ao que se passa um ano depois. De forma completamente oposta a mensagem seria igualmente oposta mas usando exactamente as mesmas palavras.
É um fundo complexo, a imagem quebra as forças do que é resolvido. Um misto de sensações que me estremecem da forma irracional que me apavora. A cicatriz é a marca da ferida e existe.
Deixo o texto:
Facilidade em Aniquilar 281006
“Após uma daquelas noites que não servem de nada, a única coisa que consigo extrair é a tal resposta “sim à falha”, sinto-me confuso. Cheio de imagens e ideias, com uma vontade enorme de me debruçar sobre o meu próprio abismo e esquecer que o “resto” define a verdadeira essência (por Platão).Mau sinal. Eu continuo a divagar e isso proporciona-me a estabilidade pretendida, a crença e o sonho da conquista conseguida. Mau sinal, para ti. Acho que a verdade se manifesta assim, a minha verdade. E só vivo com a “minha verdade”, a dos outros são contos nos meus ouvidos, ou a de poucos “histórias encantadas”.Apago portanto esta noite, resta me a conclusão quente, sim quente. Porque a parte fria reside no facto de tentar agir como animal, como tantos outros!E do quinto elemento não reza a estória.Quero começar de novo, com a bela da falha, a minha...E tu serves como um motim que a acentua. Bem vindo caro motim!Sou muito mais que 67 kg suportados por uma estrutura de 1,76 m dum composto cientifico. Pesa muito mais a sensibilidade. Lamento por ti.
Ou sim, ou sopas: fica te pelas sopas, o sim já não te compete.”
Sempre detestei coisas monótonas, pouca convicção. Sempre detestei sujeitos com atitudes evasivas sem fundamento. Sempre detestei espaços fechados e horários. Sempre detestei as consequências de não ter tempo. Sempre detestei pessoas acomodadas. No fundo somos aquilo que acreditamos ser, lutamos e conseguimos pelo que acreditamos conseguir, ganhamos o que acreditamos ser capazes. O acreditar está patente numa convicção de sucesso. Mas será que todos os que acreditam em nós conseguem levar essa crença adiante? Será que os “amigos” conseguem perceber esses espaços de paranóia infernal?Pois bem, a cova foi aberta, não preciso que a rodeiem para que me caia areia em cima, continuem com tais crenças. O acreditar tem as suas consequências.