Friday, December 11, 2009

Fonte de inspiração 11|12


Conheço-a desde o secundário.
É a mulher que conheço com mais charme.
Não temos muito tempo para estarmos juntos, mas quando estamos sinto uma energia especial que se apodera de mim e me dá força para mostrar tudo o que vai cá dentro. Gritar ao mundo aquilo que é preciso ser ouvido.
Admiro-a com a maior das sinceridades, pela simplicidade e um gosto mais que refinado.
É aquela pessoa que em comentário a uma exposição minha escreve no meio de inúmeros textos elaborados no guest book um simples mas gigante "parabéns" e que me toca como poucos.
Dispensa apresentações uma das minhas fontes de inspiração.
Bárbara Teixeira

Madrid 11|12


É sempre bom chegar.

Para o design como para a vida 11|12

O design acompanha as necessidades quotidianas ao longo de gerações. Acompanha-as num primeiro plano de forma a facilitar e adequar o acto de “estar” e “fazer” num acto com fim premeditado, num segundo plano conseguir a harmonia numa catalogação estética que confunde o “estar” e o “fazer” com o “ser”, numa atitude de bem-estar. Como qualquer área especializada tem tendências a estudar o mercado e a adequar-se às suas necessidades. E aqui o factor necessidade/artístico chocam entre si.
Todos utilizamos os mesmos objectos diariamente, objectos devidamente orientados e adequados a determinadas necessidades, no entanto nem todos têm acesso à fusão necessidade/artístico. O mercado alvo implica um estudo de marketing e o marketing é por si só um vendedor nato. Não lhe interessa a “personalidade” do que vende. Vende a “personalidade” pretendida. E aqui posiciona-se a eterna questão do que é Desing. A quem se destina e que posicionamento deve assumir.
Adequar-se aos tempos que correm implica reduzir sentimentalismos, ser na sua maioria desprovido de alma e sobreviver entre massas. O conceito e a tendência tendem a dissipar-se nesta vil sobrevivência. É o Marketing que cria a tendência e o conceito ou o contrário? Na verdade tudo depende do posicionamento e do grupo social definido previamente. O marketing recria estórias que as massas querem ouvir como intuito de deslumbramento.
A problemática é a dignidade deste posicionamento, até que ponto o design é digno do desenvolvimento único e exclusivo no “mundo das coisas” se tem como intermediário o Marketing?
O designer deve ser culto, disponibilizar-se para se informar, soltar-se do que foi feito e ter acima de tudo um sentido crítico sobre o seu trabalho. Perceber acima de tudo que a história do design começou muito antes deste próprio ser verbalizado e academicamente fundamentado e conseguir aliar o desenvolvimento/posicionamento do que desenvolve à actualidade num equilíbrio entre a sobrevivência e a dignidade. O designer deve ser impreterivelmente um condutor cultural que abrange a generalidade da civilização. A mensagem deve ser inabalável e só deste modo combate o condutor “destorcido” que é o marketing.
A ética do academismo deve ser transmitida em todos os trabalhos do designer, o respeito pelo que foi feito é igualmente importante e deve haver sempre essa consciencialização, no entanto há que se rever as questões que se colocam no acompanhamento dos tempos que correm e conseguir um equilíbrio responsável de forma a promover sempre a essência do Design.

Tuesday, December 01, 2009

Saudades 2|12


Estejas onde estiveres que esteja contigo o aconchego do meu amor.
Ensinaste-me a amar e só por isso mereces o melhor. Será sempre um cuidado meu, proporcionar-te o melhor.
Amo-te

Cheguei e não sei se volto 2|12

Todos os dias somos confrontados com situações, conversas, imagens e momentos que nos fazem reflectir. E sinceramente apetece-me mandar-vos todos para o caralho.
Apetece-me, pura e simplesmente.
E tudo o que me apetece faço-o. Não sendo isto um acto de irresponsabilidade é um acto de coragem. Está tudo entretido demais com a procura incessante dos presentes de Natal, tudo preocupado com o despertador que toca de manhã cedo, cedo demais, que vos guia àquele dia enfadonho, mas que tem de ser no intuito de receberem o vosso ordenado ao final do mês e levarem o mês seguinte a restringirem-se de devaneios causados pelo materialismo preciso.
É a velha estória da galinha e do ovo. Conseguem perceber? Não, não se preocupem, mando-vos para o caralho.
Anda tudo muito preocupado em ler para se mostrarem interessados e ver exposições para serem bem conectados numa sociedade viciada. E a sensibilidade?
Em conversa, já referi várias vezes que não me importa se lêem ou não o meu blog. Se gostam, se o acham enfadonho. O meu blog é meu, não é para ser lido por ninguém. E aqui confrontam-me com a questão de ser publico, de estar na net. O público é igualmente anonimato, porque não é um blog conhecido, porque só chega a quem realmente tem interesse em lê-lo e sei consequentemente que são poucos os que se interessam. O estar publicado na esperança de me disciplinar a pensar e a escrever faz com que consiga jorrar toda a porcaria que vai cá dentro, alivia-me a alma e o sentimento de culpa que se arrasta comigo à medida do tempo (e que devia ser vosso também).
O meu blog é escuro demais, tem fundo preto. Talvez seja mais fácil desistir, a persistência é responsável e tolerada. Mas desistir não é retroceder à palavra, voltar atrás para refazer o que assumimos ser erróneo é a base da coragem. Têm-na?
Como esses filmes que andam aí nos píncaros, essas representações do fim do mundo. Está tudo tão entusiasmado que metem nojo. Vocês são o vosso próprio fim, aliás vocês estão acabados.
Vão todos para o caralho, bando de inúteis.