Tuesday, January 30, 2007

Dividimos quarto 30|1


Uma tarde com o puto... Tenho destas coisas de irmão mais velho :)

Saturday, January 27, 2007

A questão do Tempo 27|1


"São exactamente 16.00h ...e como esperado uma pessoa ...eu...lembrei me que tambem existo para ti e encontro me algures perdida no teu espaço...este confuso, obscuro e sentido...
A carta que te deixo hoje aqui, dia 26 de janeiro de 2007, não é para me dar a conhecer mas sim para te dizer que és um homem de coragem e ela mostra o quanto és feliz...o sonho faz te viver mais que a realidade...mas perante ela a tua procura vai vencer...
A tua vida vive de cor..de luz...de sonho...
Assim, como combinado e a hora esperada aqui está uma das pessoas que perdida no momento mas no teu tempo se lembrou de ti* Ficarei eu, *******, agora á espera?!!***"
Estava triste, não apareceste... preferiste deixar mensagem no correio electrónico! Sinto um alivio enorme saber que estavas presente mesmo que não fisicamente.
Surpreso até. É tudo uma questão de tempo, fizeste me acreditar que sim. Palavras sentidas.
Obrigado, és linda.

Friday, January 26, 2007

Ilustração Principe Do Nada e a Boneca De Chocolate 27|1
















































Dedicado à Princesa de Chocolate, com carinho vindo do NADA...

Thursday, January 25, 2007

Encontramo-nos em 2007 26|1


São exactamente 3.53 da manha, sei que existes e que estás algures perdido no tempo. É tudo uma questão de tempo, aguardo por ti hoje às 16.00h na seguinte morada: Rua António Nobre, Quinta da Marquesa II lote 177 – 2950 Palmela. Se houver algum contratempo deixa-me uma carta no correio. Não sei quantos anos terás que esperar, não sei em que ano vives.
Hoje é dia 26 de Janeiro de 2007, são 3.58 da manhã! Quero saber o teu nome, a tua idade, tudo... quero conhecer-te.

Serei eu que tenho que esperar alguns anos?
Estou um pouco perdido, não sei o que pensar com isto tudo. Recordo-me agora de algo parecido, desististe? Ou fui eu?
Ai, que confusão. E agora?! E agora...Hoje as 16.00h no sitio combinado.
Fico á espera.

Dentro de mim 25|1

Dentro de mim, por dentro de mim
É pena quase não poder ficar, és quente quando a luz te traz!
Quase te vi amor, quase nasci sem ti, quase morri dentro de mim.
Ficas dentro de mim, por dentro de mim, estás dentro de mim.
Silêncio, lua, casa, chão, és sitio onde as mãos se dão.
Quase larguei a dor, quase perdi, quase morro dentro de mim.
Estas dentro de mim, por dentro de mim, ficas dentro de mim.
Sempre só mais um homem, mais humano, mais um fraco sempre.
Só mais um braço, mais um corpo, mais um grito ... sempre.
Dança em mim.
Mudo vira enfim, dói em mim, dentro de mim.
É pena quase não poder ficar, o sitio onde as mãos se dão.
Quase fugi amor, quase n vi, vamos embora daqui para dentro de mim.
Uma musica dos toranja

Friday, January 19, 2007

Tratar de mim 19|7

Velocípede 19|1


É como andar de bicicleta, quando se ganha o equilibrio é sempre igual.
Será mesmo que sim?
Após a novela Ford Ka (interminável por sinal), vou ao café comprar cigarros. É relativamente longe, não estou em Lisboa, não vejo pessoas bonitas nem sítios de interesse relevante. Começam a desaparecer os pinheiros que dão lugar a caixotes coloridos de tons berrantes, entre outros menos garridos já esbatidos pelo sol. A pé o caminho será demorado e consigo ter maior percepção do descalabro. Vou de bicicleta.
Na verdade não me lembro da ultima vez que andei de bicicleta, recordo apenas em fragmentos sentidos todas as que me foram oferecidas, os misticismos que as rodeavam e o contentamento comovido do puto de cabelo à tigela loiro.
A primeira, era uma bmx, vermelha e branca, era gira e tinha estilo, vinha embrulhada numa caixa gigante cuidadosamente transportada até à minha festa de aniversário. Tinha amortecedor e tudo, era mesmo gira, foi com ela que aprendi a andar, por incrível que pareça aqui mesmo quando estas ruas ainda eram bonitas. Tive direito a uma segunda, bmx também uns anos mais tarde como presente de passagem de ano lectivo. Esta foi-me entregue no armazém, lembro me de chegar do colégio, descer a rampa com o assumido declive e me chamarem ao armazém, entrei e estava lá, era para mim!
A ultima já ca em casa foi oferta do “pai Natal” era montanha e tinha a novidade de variadas mudanças, era quase o meu primeiro carro, dei-a uns anos mais tarde a uma rapariga de cabelo rapado, menos favorecida, fiquei feliz por isso.
Atrapalhei me um pouco, não é a mesma coisa, perdi alguma destreza... Outra diferença é a percepção da falta de ergonomia do selim, terrível por sinal!
Foi estranho voltar a andar de bicicleta, voltar atrás no tempo e sentir cada espaço com o seu cheiro característico, cada sentimento jorrado a cada instante. A minha vida sem a bicicleta não será a mesma coisa, suponho portanto que se quiser voltar atrás é como andar de bicicleta.

Fadiga doce fadiga 19|1




Que cansaço agradável o que sinto. Já não me lembro qual o dia da semana em que me deitei e dormi, mas sinto me bem. Provavelmente não articulo bem as frases, pois as ideias foram fervidas. Mas o alívio mesmo que por instantes provoca em mim a consciência duma fadiga compensante.
E quando chego ao fim da estafeta tudo parece irreal, no meio de nuvens que transportam as cargas grossas.
“Obrigado pelo trabalho”. Estranhamente recebo um agradecimento, seguido da frase confortante: “vá dormir, descanse”.
Extasiado passo um bom momento em frente ao Tejo. Mas sem grande esperança que dele venha a receber o que tanto temo e anseio!

Estou feliz, mesmo que preocupado.
Tudo começa a ganhar cor.:)

Thursday, January 18, 2007

Principe do nada e a Boneca de chocolate 19|1


"Era uma vez….

Num planeta distante, uma cidade longínqua entre a lua e a terra cuja existência era desconhecida pelos Humanos!

Era um planeta mágico, chamado Atiom que vivia alimentando-se do luar…Em noites de lua cheia celebrava-se sempre uma grande festa, na Cidade do Nada!

Nessa cidade existia um príncipe, o Principie do Nada. Chamavam-lhe Príncipe do Nada porque ele criava tudo do nada, do vazio...

Vestia-se sempre de preto, desaparecendo na escuridão da noite, alcançando a invisibilidade aos olhos do povo, tornando-se inalcançável e intocável. Quando queria ser visto, virava a sua capa negra para o lado branco e brilhava como uma estrela, reflectindo o poder da lua, ofuscando os que para ele olhavam de frente.
O principie do Nada era dócil e sensível, mas todos o temiam pela sua postura e misticismo, respeitando-o como tal.

Vivia sozinho, num vazio minimal, no Palácio cheio de Nada, em que quando precisava de algo, agarrava num pincel desenhava, e as coisas ganhavam vida. Era ele que criava os seres e objectos do planeta Atiom.

Numa noite de lua cheia, em Atiom , começavam os preparativos para a Festa da contemplação da Lua Cheia. As ruas do Reino do Nada estavam agitadas, como nunca. Cheias de pessoas desconhecidas vindas de outros reinos próximos que interagiam como se conhecessem há anos. Pois na terra do Nada o luar é mais forte e intenso, visto que os seus raios incidiam sobre o Palácio Branco do Nada, reflectindo toda a energia sobre os que o rodeavam. Todas as Festas da Lua Cheia; a Lua enviava um feitiço sobre o povo do Nada.

Nessa noite, O Príncipe do Nada sentia-se triste, sozinho e incompreendido pois todos olhavam para ele como um Deus criador, inalcançável e distante. Amavam-no pela sua mística mas não pelo que era…sentia-se só, no meio de tanta azáfama.

Chegou ao seu Palácio cansado, quando se ia deitar, tropeçou e derramou acidentalmente uma lata de tinta sobre o chão fazendo um borrão “marron”…subitamente, desse borrão, como todas as coisas que o Príncipe pintava, do nada, começou a mexer-se e a ganhar forma, vida …para maior espanto do Príncipe! Daquele borrão acidental, havia nascido uma Bonequinha de Chocolate! O Príncipe estranhou ter nascido algo, sem que tivesse uma intenção, um propósito. E pela primeira vez, sentiu que algo de novo se iria passar no Reino do Nada!

A boneca de chocolate mexia-se e cantarolava uma melodia harmoniosa nunca antes ouvida em Atiom.. O Príncipe do Nada observava o nascimento da Boneca com espanto e encanto! Sentia que uma estranha energia o invadia através da sua voz e dos sons que proferia… parecia compreende-los todos, apesar de nada quererem dizer!

A Boneca de Chocolate, tinha caracóis e olhos redondos como a lua, dirigia-se lentamente ao Príncipe que andava igualmente na sua direcção com curiosidade neste ser, fruto do acaso e nascido igualmente do Nada, sem razão. Uma estranha cumplicidade se estabelecia entre o Príncipe e a Boneca, reviam-se como num espelho, atraindo-se mutuamente, como se de um imane se tratasse.

A Boneca chegou-se perto do príncipe olhou-o nos olhos e sussurrou: “Do nada te digo: Não temas questionar-te …porque a vida não é uma resposta, mas sim uma pergunta! A solidão é a bênção de um criador, contempla-a!” sorriu e beijou-o! Pela primeira vez o príncipe do nada conhecera o sabor do chocolate, doce e terno.

Sentia-se inebriado por um estranho turbilhão de emoções uivava como um lobo, iluminado pela lua, tamanha era a energia e intensidade do beijo sabor e palavras da Boneca de Chocolate! Nunca no Reino do nada, o acaso, o acidental, o inesperado fizera tanto sentido…

Lá fora os raios do luar reflectiam no palácio, atingindo o povo. Todos se beijam de paixão, amor ternura e carinho, uma simbiose geral nasce na terra do Nada! Desta vez a lua enviava um Feitiço de Amor, nunca dantes vivido na terra do Nada com tamanha intensidade!

Após o beijo da Boneca de Chocolate, o Príncipe do Nada adormece agarrado a ela, mas o seu calor era tanto que ela derreteu…

No dia seguinte o príncipe acordou, e ela era um borrão novamente …apenas sobravam mensagens e memórias de uma noite de luar e um doce sabor a chocolate!

A partir desse dia a festa da Lua Cheia na Terra do Nada começou a ser celebrada com um enorme Bolo de Chocolate, mas por mais latas de tinta que o Príncipe derrama-se a Boneca de Chocolate, nunca mais voltou a aparecer, Veio do Nada e Foi do Nada, e só assim faz sentido…"
*Fim*

Princesa de Chocolate


Inevítavel não publicar. Nunca alguém descreveu tao sentimentalmente o que foi a estória. E que estória encantada esta!
Falar a mesma língua, sentir com alma, viver com os prórios olhos... És linda e gosto de ti pelo conjunto, cada parte mais bela que a outra. :)

Sunday, January 14, 2007

Ser ou não ser 14|1


Pulsa nas veias como um turbilhão de adrenalina, marca-me, notam-me.
O ser é relativo e a crítica condicionada.
Sou e não sou, posso ser e já fui. Tudo na linha do serei. Os rabiscos assumem essa característica. Não sou partes, sou um todo.
Sou o vosso espelho por isso não me invejem. Tentem apenas respeitar. Grito sentimentos, respiro momentos, vivo sonhos.
E que realidade esta?
A minha.
Falta de vivência, de experiência?
Parece-me ter noção que como palha, que rastejo dias e noites seguidas sem pregar olho. Que relaciono factos.
Mas no que espelho não há inércia, é mais forte. Esculpem-me num acto cobarde de me sentirem pedra.
Revolto mas nunca apático, mexo e remexo. Tomo como certas as decisões necessárias. E tudo se quebra, continuo sem chorar.
Sou mudo e falo imenso, julgam-me cego e vejo tudo até à ínfima jorrada, prendem-me mas não sou matéria!
O que sou então?
Sou isto e aquilo, sou tu e ele, não sou nós. Dificilmente serei nós e aqui choro e não derramo uma única lagrima, sou seco.
E amo, amo muito, mas sou seco.
E se com gritos os demais não percepcionam, lamento informar que o seco não sou eu! Só não choro.
Eu vivo por acreditar, eu luto porque acredito, sinto. Sou assim, se não existir compreensão, haja respeito!
Continuarei a espernear, sou rijo e não choro.
Não choro.

Thursday, January 11, 2007

Monday, January 08, 2007

wake up 9|1


Eram cinco da manhã e o sono não chegava, rendi-me ao cansaço pouco antes de me render às necessidades. Levantei –me uma hora depois de ter adormecido. Acabar com a quadra, dia cansativo mas produtivo. Fui o que me faltava há algum tempo, preciso e respeitado pelo desempenho.
Terapia ocupacional. Decisão tomada.
Estou exactamente na altura em que deveria estar a apresentar projecto, tenho-o concluído. Olhei-o e senti que não era o espelho da minha alma, da minha crença. Assumo que o renego, que o excluo, não o defenderei. Já não acredito nele, pelo menos não tanto como em mim próprio.
E isto cega-me. Isola-me.
Sou eu o invólucro da minha essência.
Vou respeitar-me.
Vou pintar-me.
Não ando na escola pelo canudo, estudo arquitectura pelo sentido.
Sou assim, lamento aos prejudicados!

Sunday, January 07, 2007

Besta idolatrada 8|1





















Difícil escrever, difícil falar, difícil pintar, impossível exprimir, chorar!
Gritar, só gritar, gritar tudo o que vai cá dentro, expelir cada esforço, cada insolência, cada apatia.
A sala é branca, mas branca demais. São tons cansativos, consequências de fracas posturas antes idolatradas!
Cai-se do pedestal, o desdém é a arma mortífera de cada acto falhado. A inutilidade, a incapacidade e a neura são as causas.
E queria chorar, porque não grito. Mas estou seco. E sinto-o.
É autónomo.
Crescer da forma adequada para mim implica este estado complexo de exclusão e repugna (sim, egocentrismo).
Tenho olhado todos os dias a corda.
Tenho criticado todos os dias a apatia.
Mas não actuo, sinto-me preso pelo que sou e para o que vim.
Verbalizar é ridiculamente evasivo.
Sou a besta idolatrada.

Thursday, January 04, 2007

2007 5|1



O monte da Moita :)

Tuesday, January 02, 2007

et toi? 3|1

Não, não aconteceu nada. Não fiz nada com ela, não tivemos sexo. Deitou-se a meu lado, adormeceu comigo. Estranho me perguntarem tal coisa, estranho me dizerem que pensaste tal coisa.
Sim, estou distante, sinto que é ridículo falar mais sobre o meu caos.
Não dizes nada, não sei como chegar até ti e dizer olá. Foi feio, mas diverti-me imenso, precisava de fazer tudo, quebrar as regras e fazer mais do que sentir.
Não dizes nada, e eu não sei o que dizer.Desculpa, não queria passar esta mágoa a ninguém, acabei por passar a ti! Lamento, não te queria magoar, gosto muito da pessoa que és e todas as pessoas adoraram a tua presença, obrigado por existires. Bom ano.