Sunday, April 29, 2007
Thursday, April 26, 2007
Sogni dolci 27|4


Estou em Viseu. A expectativa era grande. Gosto da cidade, as pessoas são diferentes, com valores mais simples, com convicções próprias duma região norte.
O ar está fresco. O verde apurado. O cinza marca o cenário “ideal”.
Tudo seria perfeito. O cenário perfeito, com os figurantes perfeitos num tempo com o encaixe correcto.
Cheguei ontem. A vontade contradizia-se num paradoxo estranho. Fugir é sempre bom. Problema é nunca se saber para onde se foge.
A viagem é custosa, não gosto de estar tantas horas sentado a conduzir um carro nesta monotonia infernal que são as auto-estradas.
Tudo acontece próximo, pouco nos calha. Estranho se contamos a estória na primeira pessoa do singular. Mais estranho é assistirmos a um potético futuro desta estória.
O cenário é alterado, as pessoas estão estranhamente diferentes, o ar insuportável. Um frio que não me apetece suportar. O regresso que ainda se avista longe. E cheguei ontem, parece que se somaram os sete dias duma semana cansativa e pouco/nada produtiva.
Fugir, pode-se reverter em realidades diferentes, com assustadoras parecenças. Um abanão encomendado. Um retiro alterado, fingido e sínico. Um livro deprimente com a vil capa perfeita e apetecível.Ainda captei cores saudáveis, fica isso.
O ar está fresco. O verde apurado. O cinza marca o cenário “ideal”.
Tudo seria perfeito. O cenário perfeito, com os figurantes perfeitos num tempo com o encaixe correcto.
Cheguei ontem. A vontade contradizia-se num paradoxo estranho. Fugir é sempre bom. Problema é nunca se saber para onde se foge.
A viagem é custosa, não gosto de estar tantas horas sentado a conduzir um carro nesta monotonia infernal que são as auto-estradas.
Tudo acontece próximo, pouco nos calha. Estranho se contamos a estória na primeira pessoa do singular. Mais estranho é assistirmos a um potético futuro desta estória.
O cenário é alterado, as pessoas estão estranhamente diferentes, o ar insuportável. Um frio que não me apetece suportar. O regresso que ainda se avista longe. E cheguei ontem, parece que se somaram os sete dias duma semana cansativa e pouco/nada produtiva.
Fugir, pode-se reverter em realidades diferentes, com assustadoras parecenças. Um abanão encomendado. Um retiro alterado, fingido e sínico. Um livro deprimente com a vil capa perfeita e apetecível.Ainda captei cores saudáveis, fica isso.
Tuesday, April 17, 2007
Saturday, April 14, 2007
another film 14|4
Fodam-me até não conseguirem mais.
Percam as forças dentro de mim.
Façam-me engolir os sucos e vomitar e voltar a engolir o degredo!
Façam de mim saco de pancada.
Papel higiénico para vos limpar os restos.
Vejam-me lunático a pedir perdão com os joelhos feridos de prazer.
Sintam o meu corpo fraco e débil massacrando a demência da fraqueza.
Sujem-me a pele, até me sentirem podre.
Rasguem-me a face até me julgarem desfigurado.
Urinem-me com cheiros deploráveis.
Amordacem-me.
Tapem-me a boca.
Prendam-me dentro dum caixote de madeira e joguem-me no mar.
Quebrem-me os dedos das mãos, espetem-me lâminas nos olhos.
Sintam amor e ódio.
Asco e nojo.
Revoltem-se e martirizem cada parte de mim.
Fodam-me como se fosse o único orifício virgem.
Percam as forças dentro de mim.
Façam-me engolir os sucos e vomitar e voltar a engolir o degredo!
Façam de mim saco de pancada.
Papel higiénico para vos limpar os restos.
Vejam-me lunático a pedir perdão com os joelhos feridos de prazer.
Sintam o meu corpo fraco e débil massacrando a demência da fraqueza.
Sujem-me a pele, até me sentirem podre.
Rasguem-me a face até me julgarem desfigurado.
Urinem-me com cheiros deploráveis.
Amordacem-me.
Tapem-me a boca.
Prendam-me dentro dum caixote de madeira e joguem-me no mar.
Quebrem-me os dedos das mãos, espetem-me lâminas nos olhos.
Sintam amor e ódio.
Asco e nojo.
Revoltem-se e martirizem cada parte de mim.
Fodam-me como se fosse o único orifício virgem.
Mas nunca me subestimem.
Thursday, April 12, 2007
Design modernista 13|4



Canso-me rápido! » Sem problema. Deita fora. Compra novo. Aproveita, passa já numa loja perto de ti.
As relações estão cada vez mais baratas, os preços descem vertiginosamente.
Chegámos à era dos produtos descartáveis, compramos peças de design com alguma facilidade em detrimento da qualidade do produto.
Porquê comprar caro, se com o mesmo efeito podemos ter coisas idênticas (mas de fraca qualidade) de várias cores e feitios?
Seja prático, económico. Seja moderno!
Chegámos à era dos produtos descartáveis, compramos peças de design com alguma facilidade em detrimento da qualidade do produto.
Porquê comprar caro, se com o mesmo efeito podemos ter coisas idênticas (mas de fraca qualidade) de várias cores e feitios?
Seja prático, económico. Seja moderno!
Wednesday, April 11, 2007
Pure 12|4
Não tenho noção do tempo. Não percebo quantas horas tem o dia, nem o próprio dia. Ando perdido algures e o meu corpo abandonado como carne fresca para cães selvagens.Devoram-me sem que sinta qualquer dor, saboreiam-me sem que tenha nenhum prazer. O sentimento abandona-me no instante antes da própria alma.
Podem-me cobrar consciência, podem-se sugerir realidade. Posso querer sonhar, posso ser o próprio insalubre.
Há algum tempo, não sei precisar ao certo embora relevante, era um puto. Descobria o corpo com a mão da própria alma. Antes disso já conhecia os encantos rítmicos que baloiçavam com subtileza entre o ar puro e o sorriso cúmplice. O eco mais soante, o eco que me faz sentir a cor da minha tela.
Contava algures no tempo que corre quantos caninos o tentaram farejar, somei dez. Nenhum acompanhou o eco, é puro.
Nenhum o conheceu porque nunca o permiti.
Eram 6 da tarde. Uma tarde de verão. A luz era quente mas agradável. As roupas leves e frescas. As ideias de quem estava em pé e apoiados no tejadilho próprias e consistentes. Éramos guiados por quem sinto coisas estranhas, um misto que vai entre o amor e o asco. Só o percebi pelo espelho retrovisor. O cenário da luz era enriquecido pelas colinas alfacinhas, entre o movimento frenético dos cabos da ponte que marcavam o movimento do sentimento. Falávamos de arquitectura, mas tudo isto era secundário. Tínhamos relações de amigos. Três amigos. Três colegas. Sentida a atracção, pendia para quem me acompanhava do lado direito. Era física, mas escondida. Não me olhava de igual forma, mas eu contemplava. No lado oposto e num eixo alinhado com Belém acompanhava-nos uma outra pessoa bem mais misteriosa. Tinha pele branca e cabelo escuro. Era curto. O sorriso contagiante, embora pouco usado.
O carro continuava o percurso e o diálogo é findado com a permanência dum silêncio estranho. Eu olhei para a direita e os olhos não se cruzaram, a perspectiva desvaneceu o ponto de fuga, que se assumiu findado e cruel. Procurei abrigo, ao mesmo tempo pensava nas palavras que com alguma precisão teria de proferir.
O carro continuava o percurso e o diálogo é findado com a permanência dum silêncio estranho. Eu olhei para a direita e os olhos não se cruzaram, a perspectiva desvaneceu o ponto de fuga, que se assumiu findado e cruel. Procurei abrigo, ao mesmo tempo pensava nas palavras que com alguma precisão teria de proferir.
Em vão. O silêncio quebrou-se, o décor alterou o cheiro da carne para o som antes sentido num tal eco que desvanecera. E o olhar puro transformou-se sem perceber no toque perfeito, na sensação de que tudo tem a sua resposta. Era puro. E eu senti isso. Ar fresco numa asfixia penosa.
Sensação de concretização. Amor. E tudo numa segunda dimensão.
Sensação de concretização. Amor. E tudo numa segunda dimensão.
Acordo. Já tarde, não fui à faculdade. Tudo continua confuso, o tempo continua a contar, não parou. Mas senti coisas puras.
E isso faz de mim uma pessoa feliz.
Porque a realidade é uma tela em branco e cada um tem a sua.
E isso faz de mim uma pessoa feliz.
Porque a realidade é uma tela em branco e cada um tem a sua.
Saturday, April 07, 2007
Thursday, April 05, 2007
Tuesday, April 03, 2007
Pirexia nas férias 4|4

A Febre ou pirexia, é uma reacção orgânica de múltiplas aplicações contra um mal comum, interpretada pelo meio médico como um simples sintoma, a reacção descrita como um aumento na temperatura corporal nos seres humanos para níveis acima de 37 graus Celsius chama-se Febre e é um mecanismo adaptativo próprio dos seres vivos. A febre é uma reacção do corpo contra patógenos; a sensação que sente a pessoa febril faz com que ela poupe energia e descanse, funcionando também através do maior trabalho realizado pelos linfócitos e macrófagos com a vasodilatação causada pelo aquecimento. Apesar da maior parte das febres ser causada por infecções, nem sempre febre é indicador de infecção. Mede-se tradicionalmente a temperatura corporal através da boca, da axila ou do ânus utilizando um termómetro, que pode ser normal ou electrónico.
Estás de férias ou doente?
Bem, a verdade é que estou de férias e doente. Talvez mais doente que de férias. Porque férias e doente não combina.
Não tenho força, tenho frio como se estivesse nu em pleno inverno, calor como quem se agasalha para uma temperatura negativa mas num cenário tórrido de deserto!
Estou carente de casa e mimos. Tenho estado atento à programação da televisão e começo a ficar farto desta “parvalheira”.
Depois de ficar com a nádega esquerda toda dorida graças à injecção de penicilina, aguardo pelo ultimo dia de febre, amanhã. Quem entende da “coisa” entendeu que este era o limite deste sintoma causado pela bela da otite que se lembrou de se fazer acompanhar da amigdalite (como duas senhoras que se lembram de ir à casa de banho juntas sei lá eu fazer o quê).É o final da pirexia, mas serei eu capaz de deixar de pirar? Ou será este um estado efectivo? Que pire sem febre.
Estás de férias ou doente?
Bem, a verdade é que estou de férias e doente. Talvez mais doente que de férias. Porque férias e doente não combina.
Não tenho força, tenho frio como se estivesse nu em pleno inverno, calor como quem se agasalha para uma temperatura negativa mas num cenário tórrido de deserto!
Estou carente de casa e mimos. Tenho estado atento à programação da televisão e começo a ficar farto desta “parvalheira”.
Depois de ficar com a nádega esquerda toda dorida graças à injecção de penicilina, aguardo pelo ultimo dia de febre, amanhã. Quem entende da “coisa” entendeu que este era o limite deste sintoma causado pela bela da otite que se lembrou de se fazer acompanhar da amigdalite (como duas senhoras que se lembram de ir à casa de banho juntas sei lá eu fazer o quê).É o final da pirexia, mas serei eu capaz de deixar de pirar? Ou será este um estado efectivo? Que pire sem febre.
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