Sunday, January 27, 2008
Le Banquet . Dia 6 28|1
"The Greatest Thing You Will Ever Learn, Is Just to love, and Be Loved in Return."
Wednesday, January 23, 2008
Palácio Teixeira da Motta 23|1
Passa os dias calado.
Ouve pouco, nada fala.
Tem uma secretária e uma cadeira ao canto, faz sala aos que já não esperam.
Espreita o verde, respeitoso e atento.
Senta-se novamente e aclama a serenidade de quem pouco gritou.
Parece parte da mobília.
O palácio data o século XV, ele parece existir silencioso numa melancolia que o espaço carrega em charme.
Será que é tudo imaginação e é apenas um fantasma que se manteve na entrada do palácio? A verdade é que nunca lhe toquei, ouvi-o sussurrar uma ou outra vez com tons quase imperceptíveis um bom dia ou uma boa tarde.
Talvez espere há anos por alguém ou qualquer coisa, talvez já não viva.
Como é o tempo para estas pessoas?
Tem o mesmo tempo que para mim, ou tudo marca um espaçamento maior?
Chamam-lhe Sr. Duarte.
E é o porteiro que todos os dias me recebe e aos poucos que entram.
O que espera sereno e atento, todos os dias?
Ouve pouco, nada fala.
Tem uma secretária e uma cadeira ao canto, faz sala aos que já não esperam.
Espreita o verde, respeitoso e atento.
Senta-se novamente e aclama a serenidade de quem pouco gritou.
Parece parte da mobília.
O palácio data o século XV, ele parece existir silencioso numa melancolia que o espaço carrega em charme.
Será que é tudo imaginação e é apenas um fantasma que se manteve na entrada do palácio? A verdade é que nunca lhe toquei, ouvi-o sussurrar uma ou outra vez com tons quase imperceptíveis um bom dia ou uma boa tarde.
Talvez espere há anos por alguém ou qualquer coisa, talvez já não viva.
Como é o tempo para estas pessoas?
Tem o mesmo tempo que para mim, ou tudo marca um espaçamento maior?
Chamam-lhe Sr. Duarte.
E é o porteiro que todos os dias me recebe e aos poucos que entram.
O que espera sereno e atento, todos os dias?
Tuesday, January 22, 2008
Le Banquet . Dia 5 22|1
Morria.
Neste momento morria, transformo-me em água e caio no chão.
Morria porque as estacas doem.
Que amanhã não acorde.
Neste momento morria, transformo-me em água e caio no chão.
Morria porque as estacas doem.
Que amanhã não acorde.
Monday, January 21, 2008
Le Banquet . Dia 4 21|1
São elas que se mostram, não tenho qualquer intenção, opção, como se tivessem vida.
São autónomas, nunca percebi ao certo quem são, como e porque são. Marcam a presença efectiva num espaço rígido onde o acaso é furtivo.
Elas rodopiam com uma força peculiar. São estáticas num movimento paradoxal.
São a simetria complexa do que se completa sem qualquer eixo em comum.
E o buraco perde a forma. O eco já não insiste, é atenuado pelos seus cânticos.
Perco as forças, paro estranhamente assertivo e o silêncio marca-me pelo que não se chama.
São autónomas, nunca percebi ao certo quem são, como e porque são. Marcam a presença efectiva num espaço rígido onde o acaso é furtivo.
Elas rodopiam com uma força peculiar. São estáticas num movimento paradoxal.
São a simetria complexa do que se completa sem qualquer eixo em comum.
E o buraco perde a forma. O eco já não insiste, é atenuado pelos seus cânticos.
Perco as forças, paro estranhamente assertivo e o silêncio marca-me pelo que não se chama.
Volta o eco, é maior, ensurdecedor, cobra-me.
Friday, January 18, 2008
Le banquet 18|1
Encomendaram-me um trabalho de pintura. Vou pintar o amor. Le banquet. A fome do insalubre. E agora o colapso do que me confunde, as respostas que não existem, a marca sentida do que me traz por cá.Agora não posso relativar a coisa. Vou desenhá-lo, será certamente a preto e branco.
Haverá certamente o ladrilhado do pormenor encantado.Tenho vivido entre cá e lá. Subo e abstraio-me com esta sensação estranha da percepção do quinto elemento.Vou pintar o amor. Já muitos o fizeram, mas de formas distintas. O que será o amor?
Tudo se extingue numa abstracção inigualável. E o amor?
É tão fácil perceber o que não queremos, pior é perceber o que queremos.
Le banquet, para os crentes d’outras causas.
(...)
Le banquet, para os crentes d’outras causas.
(...)
Tento controlar, ficar mais calmo e concentrar-me no trabalho, mas é mais forte que eu. Não me lembro de ter sentido isto por ninguém, custa estares longe.
Fumo e fumo, a ansiedade não me larga. Mudo a música, mas não há nenhuma que me acalme. Já gritei, saltei e nada.Volta rápido, preciso dum abraço teu.Tens uma grande responsabilidade em mãos, se o deixas cair – parte-se. Cuida-o bem. Nunca o entreguei desta forma a ninguém.Sinto uma vulnerabilidade terrível, uma asfixia que insiste. Sinto que preciso de ti.
Até já.
(...)
Porque o pormenor martiriza cada sentido meu, num gesto impiedoso de vontade de te ter perto.Porque respiro e o oxigénio não é suficiente para alimentar os meus pulmões acelerados. Porque não controlo as batidas cardíacas.Porque te desejo de uma forma muito especial.Porque esperei até acreditar que não era possível e provaste-me o contrário.Porque tens umas mãos lindas, uma expressão apaixonante, um olhar sentido.Porque quero gritar ao mundo a nova tonalidade do céu.Porque sim, porque as coisas acontecem quando menos esperamos.Porque tinha que ser assim inesperado, porque estou feliz.Porque antes de ires embora já tenho saudades.
Porque, tantos porquês não servem de nada quando se sente isto por alguém, num conforto extasiante de reciprocidade.
(...)
A vulnerabilidade é um sinal. A marca constante de sensações estranhamente apetecíveis. Brota em mim sem que a tenha permitido, contraria cada pensamento antecipado por tais profecias. Nega e renega quem sou.
Posso mostrá-la, ou não. Conheço-me como quem a esconderá a todo o custo, martirizando os tais sentimentos puros.
Nunca me senti assim antes, vulnerável.Por outro lado costumo assumir facilmente tudo. Convicto.
Porque não assumir que me sinto vulnerável?Porque não gozar este estado na totalidade da sua grandeza, se um dia me arrepender, posso sempre pensar que foi meu num todo!
É a pedra da calçada inerte, fria e calculista. A fervorosa brasa que tende a extinguir. A sociedade.Versus a minha convicção, a minha sensibilidade de ti.
(...)
A metamorfose do tempo não consegue apaziguar este vazio.
Eu queria ter-te aqui.Há coisas que não consigo entender, por mais que pense no assunto. Sinto-me rodeado de amigos, sinto-me anestesiado. Mas a noite cai e o escuro invade-me de forma severa. Traz com ele, os momentos que te marcam em mim, cada toque, cada olhar, cada suspiro...
(...)
A metamorfose do tempo não consegue apaziguar este vazio.
Eu queria ter-te aqui.Há coisas que não consigo entender, por mais que pense no assunto. Sinto-me rodeado de amigos, sinto-me anestesiado. Mas a noite cai e o escuro invade-me de forma severa. Traz com ele, os momentos que te marcam em mim, cada toque, cada olhar, cada suspiro...
Relativar a coisa é esconder o lixo debaixo do tapete. Não vou falar mais disto, quem ouviu acha que já falei o suficiente, basta o martírio dos acontecimentos. E o martírio de te tentar esquecer? A verdadeira razão para o fazer? Não entendo.E tu? O que é feito do que sentes?
FODA-SE ESTOU AQUI!!
Não me acredito que possas jogar fora tudo assim, com tanta facilidade. Volta, não aguento mais.
Manda-me à merda, diz tudo o que te sentires no direito, eu farei o mesmo. Mas beija-me e abraça-me depois.
Não consigo, é forte demais.
(...)
Era uma vez num belo reino encantado uma Rosca e um Parafuso.Ambos viviam com a crença praticada no mundo do nada, antes soletrado pelo prazer do Chocolate.A Rosca era vistosa com um olhar deslumbrante, rodopiava em si pelo som que a fazia viver, acreditar em todas as suas facetas. Tinha uma cor especial, um reflexo diferente.
(...)
Era uma vez num belo reino encantado uma Rosca e um Parafuso.Ambos viviam com a crença praticada no mundo do nada, antes soletrado pelo prazer do Chocolate.A Rosca era vistosa com um olhar deslumbrante, rodopiava em si pelo som que a fazia viver, acreditar em todas as suas facetas. Tinha uma cor especial, um reflexo diferente.
Foram ambos criações do Príncipe do nada.
O Parafuso tinha um reflexo idêntico, vivia encantado com estórias de finais felizes e era facetado pela sua arte.
A certa altura conhecem-se na festa de aniversário de um amigo que tinham em comum. O Parafuso convicto e descrente é recebido pela Rosca que lhe abre a porta verde com grades floridas. Sente aquele reflexo numa batida forte de ritmos avançados.
A festa tinha convidados amistosos que juntos criaram uma aura perfeita.
Tudo era propício àquele encontro, a marca pura dos encaixes perfeitos.
Consequentemente ambas as criações do príncipe manifestaram a junção perfeita do que se julga puro e inocente. O brilho foi seguramente mais forte.Apaixonaram-se num beijo que foi a revelação da força sentimental, numa noite especial....
E viveram felizes para sempre!
(...)
Este verão está estranho, o céu cinzento e o calor pouco se afirma.
(...)
Este verão está estranho, o céu cinzento e o calor pouco se afirma.
Este verão as pessoas voltam a existir numa manobra de refúgio ingrato. As mesmas, quando julgo n conhecer a multidão, reconheço o seu traço expressivo.
Quando me julgo imune do seu olhar sarcástico e recriminante, sou obrigado a pedir auxílio.
Nada é eterno, tudo desvanece. Perde-se como água que transportamos nas mãos, num acto sequioso da gíria amorosa.
No fundo tudo se perde. Nada é realmente nosso. Manifesta-se, mas com pouca convicção.
O nascimento custoso e prematuro duma criança débil com vontade de vencer... está em coma. Estado livre do sentir. A dimensão aterradora do cenário branco, o vazio que contrasta com esta bala alojada que massacra e massacra se não estás perto.
Quando for pai, ensinarei o puto a falar a linguagem que julgo ser a mais cuidada, educarei da forma mais sentida. Mas não é certa a assimilação desta informação, aderente a esta vem o mundo q se mostra bem maior que eu. Com a variedade assustadora que te deslumbra.
Amar não é um estado de alma, é a efectividade do sentimento.
Amar é a obra eterna do ser.
A manifestação da dependência afectiva numa mistura harmoniosa com a independência do ser.
Fico assim, no turbilhão habitual que me ensinaste de forma tão doce.
Tuesday, January 15, 2008
Entre eles 15|01
A casa era ao fundo, chegava-se pelo trilho calcetado e marcado pelas copas bronzeadas características de tal estado.
Ao fundo, assumia a qualidade de ponto fulcral dum organismo equilibrado pela sobriedade.
Era simples, não sei ao certo como descrevê-la. Tinha dois pisos e águas furtadas, era alta e as janelas nitidamente Pombalinas. Não ostentava, o charme era por si só a marca duma presença diferente e precisa.
Das paredes sumira a cor da tinta, nem a materialidade se assumia, o tempo criara aquele tom tão particular e inigualável.
A porta era alta, de madeira trabalhada, contava a estória do carpinteiro do sítio. Toquei-lhe, estava encostada e espreitei a medo.
Era o acesso da conquista. Passado o vão, a enormidade e frieza do espaço intrigava-me pela consequência óbvia do desconhecido.
(...)
Ao fundo, assumia a qualidade de ponto fulcral dum organismo equilibrado pela sobriedade.
Era simples, não sei ao certo como descrevê-la. Tinha dois pisos e águas furtadas, era alta e as janelas nitidamente Pombalinas. Não ostentava, o charme era por si só a marca duma presença diferente e precisa.
Das paredes sumira a cor da tinta, nem a materialidade se assumia, o tempo criara aquele tom tão particular e inigualável.
A porta era alta, de madeira trabalhada, contava a estória do carpinteiro do sítio. Toquei-lhe, estava encostada e espreitei a medo.
Era o acesso da conquista. Passado o vão, a enormidade e frieza do espaço intrigava-me pela consequência óbvia do desconhecido.
(...)
A casa era ao fundo, a casa do trilho calcetado e marcado pelas copas bronzeadas não me era de todo estranha.
Monday, January 14, 2008
Grito 14|1
O meu nome é Dário, tenho 24 anos e nasci em Outubro de 1983. Sou português.
Estudo há sensivelmente 18 anos, trabalho há 6 com algumas pausas.
Quem sou e o que faço por cá são as eternas questões paradoxais, aquelas que por mais textos e pretextos, quanto mais perto da resposta, se escondem e mantêm a tal apatia dum silêncio ensurdecedor.
O meu nome é o nome que alguém me atribuiu pela regra de catalogar. Dário.
Tenho 24 anos porque a junção dos segundos não cessa, a métrica enrrola-se ao meu pescoço num compasso rítmico, irritante, desesperante pela asfixia do timming estabelecido.
E quando morrer que as minhas forças sejam unas na causa do sublime, tudo o que um dia possa ter acreditado realmente.
A arte do belo. O veredicto do agradável sentir. Um dia serei eu, sem ter que me chamar, contar, ou falar. Serei apenas o sentir numa cística harmoniosa que é o verdadeiro salto no ex-líbris do meu VIVER.
Estudo há sensivelmente 18 anos, trabalho há 6 com algumas pausas.
Quem sou e o que faço por cá são as eternas questões paradoxais, aquelas que por mais textos e pretextos, quanto mais perto da resposta, se escondem e mantêm a tal apatia dum silêncio ensurdecedor.
O meu nome é o nome que alguém me atribuiu pela regra de catalogar. Dário.
Tenho 24 anos porque a junção dos segundos não cessa, a métrica enrrola-se ao meu pescoço num compasso rítmico, irritante, desesperante pela asfixia do timming estabelecido.
E quando morrer que as minhas forças sejam unas na causa do sublime, tudo o que um dia possa ter acreditado realmente.
A arte do belo. O veredicto do agradável sentir. Um dia serei eu, sem ter que me chamar, contar, ou falar. Serei apenas o sentir numa cística harmoniosa que é o verdadeiro salto no ex-líbris do meu VIVER.
Monday, January 07, 2008
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