Saturday, July 28, 2007
Tuesday, July 24, 2007
Thursday, July 12, 2007
5º elemento 12|7
São pensamentos aterradores. Flash’s de uma luz podre que captam segundos momentâneos numa mente doente.
A rara expectativa do cognitivo. O ser destrutivo em mim.
Cara de babuíno ensanguentada, víbora em puro algodão, tábua rasa numa dimensão já talhada.
Sou por momentos o monopólio do escuro que me absorve, acordo porém.
Sou a descrente doença terminal num dia de sol com verdes vivos.
Sou o quente e o frio num choque térmico.
Sou os pólos que se atraem. Se choro, dou gargalhadas seguidas porque o fiz.
Mantenho o equilíbrio pelo lambrim do passeio, vou chegar ao fim, caso contrário serei o desgraçado. Tenho que contar 50 estrelas e ninguém pode chamar por mim antes disso, se o fizer serei o eterno felizardo.
Grito para que tudo seja jorrado em forma de som. O estado liquido também se vai manifestando.
Garreio com o vento, agradeço se me refresca.
Piso só os escuros do padrão ladrilhado dos passeios.
Deito-me de cabeça para baixo e vivo a dimensão oposta.
Descanso o cérebro numa parede branca sem informação.
Sou isto tudo numa ingenuidade efectiva.
Se me marcas, é porque não me sentes. Se me sentes, ficas marcado!
Consigo amar e sinto o peito cada vez maior por isso. Inspiro toda a dedução cromática duma grayscale, torno-a sensível e cruel. É difícil alcançá-la, pior conseguir mantê-la.Sou uma pessoa feliz.
A rara expectativa do cognitivo. O ser destrutivo em mim.
Cara de babuíno ensanguentada, víbora em puro algodão, tábua rasa numa dimensão já talhada.
Sou por momentos o monopólio do escuro que me absorve, acordo porém.
Sou a descrente doença terminal num dia de sol com verdes vivos.
Sou o quente e o frio num choque térmico.
Sou os pólos que se atraem. Se choro, dou gargalhadas seguidas porque o fiz.
Mantenho o equilíbrio pelo lambrim do passeio, vou chegar ao fim, caso contrário serei o desgraçado. Tenho que contar 50 estrelas e ninguém pode chamar por mim antes disso, se o fizer serei o eterno felizardo.
Grito para que tudo seja jorrado em forma de som. O estado liquido também se vai manifestando.
Garreio com o vento, agradeço se me refresca.
Piso só os escuros do padrão ladrilhado dos passeios.
Deito-me de cabeça para baixo e vivo a dimensão oposta.
Descanso o cérebro numa parede branca sem informação.
Sou isto tudo numa ingenuidade efectiva.
Se me marcas, é porque não me sentes. Se me sentes, ficas marcado!
Consigo amar e sinto o peito cada vez maior por isso. Inspiro toda a dedução cromática duma grayscale, torno-a sensível e cruel. É difícil alcançá-la, pior conseguir mantê-la.Sou uma pessoa feliz.
Tuesday, July 10, 2007
Do you love me? 10|7
Total Eclipse, o filme que explica muita coisa. A incessante luta entre a alma e o corpo. Um dos poucos filmes que me marcou.
Monday, July 09, 2007
Horóscopo 9|7
A Lua volta a caminhar na direção do momento de renovação (Lua Nova), transitando pela Casa 12, enquanto que o Sol se encontra na Casa 2, entre os dias 09/07 (hoje) às 18h44 e 12/07 às 10h24. Este é um momento de recolhimento, de quietude, e convém respeita-lo. A sua sensibilidade estará também mais ativa, de modo que neste período você estará captando com maior facilidade as necessidades alheias, e poderá ajudar com atos práticos as pessoas que de você necessitarem. Atente, todavia, para problemas físicos cuja origem está no emocional. Cuidado com a alimentação, procure regular-se em horas certas e mantenha uma postura relaxada diante das coisas. Você sentirá como se tudo estivesse mais lento, mas são apenas alguns dias.
Não sou crente nestas coisas de trânsitos astrológicos e visões futuras, mas prefiro respeitar.
Há algum tempo fui surpreendido por alguém que me falou um pouco de tudo no que dizia respeito à minha postura na vida e suas condicionantes. "Se as luas influenciam as culturas e as marés, porque é que os seres humanos são excluidos" - uma das expressões que me deixa pensativo!
No entanto continuo céptico nestas coisas.
Este "transito astrológico" veio parar ao meu mail, por acaso estava naquelas alturas em que não se faz nada e dediquei-me, depois de o ter lido até senti que fazia algum sentido.
Esta é a mensagem para os "nativos" de Balança com um ascendente qualquer que não sei precisar.
Sunday, July 08, 2007
Feto - Frida Kahlo

Este trabalho é sem dúvida uma obra artística com uma carga emocional fortíssima. Frida foi uma mulher vanguardista pela sua atitude como mulher na sociedade da época.
Tive a oportunidade de conhecer este trabalho há alguns meses no Centro Cultural de Belém e devo confessar que se o observasse novamente, o condicionalismo do sentimento seria bem mais consistente.
Frida teve um acidente rodoviário que deixou maselas mortais. Durante a sua convalescência pintava.
Tinha o sonho de ser mãe, mas os fetos não vingavam no seu corpo fraco.
E a arte é tudo isto, a sensibilidade provocada pelo artista no suporte recebida pelo observador.
Thursday, July 05, 2007
Perto de ti 6|7


A metamorfose do tempo não consegue apaziguar este vazio.
Eu queria ter-te aqui.
Há coisas que não consigo entender, por mais que pense no assunto. Sinto-me rodeado de amigos, sinto-me anestesiado.
Mas a noite cai e o escuro invade-me de forma severa. Traz com ele, os momentos que te marcam em mim, cada toque, cada olhar, cada suspiro...
Relativar a coisa é esconder o lixo debaixo do tapete. Não vou falar mais disto, quem ouviu acha que já falei o suficiente, basta o martírio dos acontecimentos. E o martírio de te tentar esquecer? A verdadeira razão para o fazer? Não entendo.
E tu? O que é feito do que sentes?
FODA-SE ESTOU AQUI!!
Não me acredito que possas jogar fora tudo assim, com tanta facilidade. Volta, não aguento mais.Manda-me à merda, diz tudo o que te sentires no direito, eu farei o mesmo. Mas beija-me e abraça-me depois. Não consigo, é forte demais.
Há coisas que não consigo entender, por mais que pense no assunto. Sinto-me rodeado de amigos, sinto-me anestesiado.
Mas a noite cai e o escuro invade-me de forma severa. Traz com ele, os momentos que te marcam em mim, cada toque, cada olhar, cada suspiro...
Relativar a coisa é esconder o lixo debaixo do tapete. Não vou falar mais disto, quem ouviu acha que já falei o suficiente, basta o martírio dos acontecimentos. E o martírio de te tentar esquecer? A verdadeira razão para o fazer? Não entendo.
E tu? O que é feito do que sentes?
FODA-SE ESTOU AQUI!!
Não me acredito que possas jogar fora tudo assim, com tanta facilidade. Volta, não aguento mais.Manda-me à merda, diz tudo o que te sentires no direito, eu farei o mesmo. Mas beija-me e abraça-me depois. Não consigo, é forte demais.
Sunday, July 01, 2007
Crença 1|7
Era uma vez num belo reino encantado uma Rosca e um Parafuso.
Ambos viviam com a crença praticada no mundo do nada, antes soletrado pelo prazer do Chocolate.
A Rosca era vistosa com um olhar deslumbrante, rodopiava em si pelo som que a fazia viver, acreditar em todas as suas facetas. Tinha uma cor especial, um reflexo diferente.
Foram ambos criações do Príncipe do nada.
O Parafuso tinha um reflexo idêntico, vivia encantado com estórias de finais felizes e era facetado pela sua arte.
A certa altura conhecem-se na festa de aniversário de um amigo que tinham em comum. O Parafuso convicto e descrente é recebido pela Rosca que lhe abre a porta verde com grades floridas. Sente aquele reflexo numa batida forte de ritmos avançados.
A festa tinha convidados amistosos que juntos criaram uma aura perfeita.
Tudo era propício àquele encontro, a marca pura dos encaixes perfeitos.
Consequentemente ambas as criações do príncipe manifestaram a junção perfeita do que se julga puro e inocente. O brilho foi seguramente mais forte.
Apaixonaram-se num beijo que foi a revelação da força sentimental, numa noite especial.
(...)E viveram felizes para sempre!
Ambos viviam com a crença praticada no mundo do nada, antes soletrado pelo prazer do Chocolate.
A Rosca era vistosa com um olhar deslumbrante, rodopiava em si pelo som que a fazia viver, acreditar em todas as suas facetas. Tinha uma cor especial, um reflexo diferente.
Foram ambos criações do Príncipe do nada.
O Parafuso tinha um reflexo idêntico, vivia encantado com estórias de finais felizes e era facetado pela sua arte.
A certa altura conhecem-se na festa de aniversário de um amigo que tinham em comum. O Parafuso convicto e descrente é recebido pela Rosca que lhe abre a porta verde com grades floridas. Sente aquele reflexo numa batida forte de ritmos avançados.
A festa tinha convidados amistosos que juntos criaram uma aura perfeita.
Tudo era propício àquele encontro, a marca pura dos encaixes perfeitos.
Consequentemente ambas as criações do príncipe manifestaram a junção perfeita do que se julga puro e inocente. O brilho foi seguramente mais forte.
Apaixonaram-se num beijo que foi a revelação da força sentimental, numa noite especial.
(...)E viveram felizes para sempre!
Silêncio 1|7
Este verão está estranho, o céu cinzento e o calor pouco se afirma.
Este verão as pessoas voltam a existir numa manobra de refúgio ingrato. As mesmas, quando julgo n conhecer a multidão, reconheço o seu traço expressivo.
Quando me julgo imune do seu olhar sarcástico e recriminante, sou obrigado a pedir auxílio.
Nada é eterno, tudo desvanece. Perde-se como água que transportamos nas mãos, num acto sequioso da gíria amorosa.
No fundo tudo se perde. Nada é realmente nosso. Manifesta-se, mas com pouca convicção.
O nascimento custoso e prematuro duma criança débil com vontade de vencer... está em coma. Estado livre do sentir. A dimensão aterradora do cenário branco, o vazio que contrasta com esta bala alojada que massacra e massacra se não estás perto.
Quando for pai, ensinarei o puto a falar a linguagem que julgo ser a mais cuidada, educarei da forma mais sentida. Mas não é certa a assimilação desta informação, aderente a esta vem o mundo q se mostra bem maior que eu. Com a variedade assustadora que te deslumbra.
Amar não é um estado de alma, é a efectividade do sentimento.
Amar é a obra eterna do ser. A manifestação da dependência afectiva numa mistura harmoniosa com a independência do ser.Fico assim, no turbilhão habitual que me ensinaste de forma tão doce.
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