Saturday, October 28, 2006

Facilidade em aniquilar 28|10


Após uma daquelas noites que não servem de nada, a única coisa que consigo extrair é a tal resposta “sim à falha”, sinto-me confuso. Cheio de imagens e ideias, com uma vontade enorme de me debruçar sobre o meu próprio abismo e esquecer que o “resto” define a verdadeira essência (por Platão).
Mau sinal. Eu continuo a divagar e isso proporciona-me a estabilidade pretendida, a crença e o sonho da conquista conseguida. Mau sinal, para ti. Acho que a verdade se manifesta assim, a minha verdade. E só vivo com a “minha verdade”, a dos outros são contos nos meus ouvidos, ou a de poucos “histórias encantadas”.
Apago portanto esta noite, resta me a conclusão quente, sim quente. Porque a parte fria reside no facto de tentar agir como animal, como tantos outros!
E do quinto elemento não reza a estória.
Quero começar de novo, com a bela da falha, a minha...
E tu serves como um motim que a acentua. Bem vindo caro motim!
Sou muito mais que 67 kg suportados por uma estrutura de 1,76 m dum composto cientifico. Pesa muito mais a sensibilidade.Lamento por ti. Ou sim, ou sopas: fica te pelas sopas, o sim já não te compete.

Thursday, October 26, 2006

Escala/anestesia geral ou local!? 26|10

O que é isto de escala geral e escala local?
Bem, começando pela “escala”, esta palavra pode ser aplicada mediante a sua condicionante, o seu limite, o seu raio de dimensão, tudo isto agregado ao factor “realidade”.
Visto isto a “escala” diverge mediante o tipo de “realidade” que a conecta.
Se tentarmos perceber “escala” entre conceitos abstractos e pouco explícitos corre-se o risco de se entrar em descordo. Quebram-se assim os conceitos pela ausência da condicionante “realidade”.
Quando a “realidade” da “escala” é chamada “geral” (conceito abstracto) há que entre o discutido definir “geral”. O mesmo se aplica ao “local”.
As constituintes da madeira, aplicada na laje dum qualquer edifício, localizado na avenida que por sua vez pertence a tal malha urbanística duma cidade específica, capital dum determinado país, constituinte da União Europeia, do globo terrestre que compõe a via láctea...
Falo de diferentes escalas que podem ser todas chamadas de “geral” ou “local”. É aqui que se coloca a problemática do abstracto. Há que definir a "escala geral" e a "escala local" para conseguirmos discuti-las, caso contrário entramos num sistema de redundância!

Tuesday, October 24, 2006

Ou cá ou lá 24|10

Amar ou odiar

Ou tudo ou nada

O meio termo é que não pode ser

A alma tem de estar sobressaltada para o nosso barro sentir, viver!

Meio termo nunca

Não é uma cruz a que não for pesada

Metade de um prazer não é um prazer

E quem quiser a vida sossegada, fuja da vida e deixe-se morrer

Vive-se tanto mais quanto de sente

Todo o valor está no que sofremos

Que nenhum homem seja indiferente

Amemos muito como odiamos já

A verdade está sempre nos extremos
porque é no sentimento que ela está



Disse me "alguém" citado por Fausto Guedes Teixeira

Ser dominante 24|10

"Ser" Dominante.


O corpo, sendo máquina pensante e com vontades, na sua perfeição contém falhas. O corpo. Menos importante que a alma que o rege... que de máquina não tendo nada, na sua perspectiva holística torna-se mais forte e consecutivamente, na maior parte dos casos, a última a desvanecer. Quando falham as 2 a máquina para. Se o corpo falha é porque a alma dorme. Se a alma falha, é porque o corpo morreu. Constante luta dos que dominam. Borboletas no estômago... só as sente quem vive. Quem vive, existe. Tu existes. E eu também.


João Luís
Guardo comigo os sorrisos da alma. Isso para mim é o mais importante... Sempre disse e senti que não sou de parte nenhuma nem propriedade de ninguém, quero sentir tudo, viver tudo, e conhecer ainda mais!
Quero tudo, em toda a parte ao mesmo tempo! Mas guarda na minha "alma" (ao que chamas) esses sorrisos sentidos.
Grande abraço

Sunday, October 22, 2006

Sonhei contigo 22|10


Os sonhos são como o vento, sentimo-los, mas não sabemos de onde vêm nem para onde vão. Eles inspiram o poeta, animam o escritor, arrebatam o artista, abrem a inteligência do cientista, dão ousadia ao líder. Eles nascem como flores nos terrenos da inteligência e crescem nos vales secretos da mente humana, um lugar que poucos exploram e compreendem.
Há dois tipos de sonhos.
Primeiro, os sonhos que produzimos quando mergulhamos no sono. Segundo os sonhos que produzimos quando estamos acordados, vivendo as lutas da existência, sentindo a vida que pulsa no nosso dia-a-dia.
Os sonhos gerados no sono têm grande importância para o desenvolvimento da inteligência. Quando adormecemos, o “eu”, que representa a nossa vontade consciente, deixa de actuar logicamente e, paralelamente, alguns fenómenos inconscientes começam a ler continuamente e a produzir ideias, imagens mentais, fantasias e personagens. Há uma explosão criativa nos sonhos nocturnos, uma releitura do passado.
Estes sonhos são como complexos filmes arquitectados se um director, sem uma condução lógica. São filmes que resgatam informações do passado recente ou remoto, dando nova forma, cores e sabores às experiências vividas.
Os sonhos nocturnos não são inofensivos, pois são registados na memória e tanto podem alargar a aprendizagem e enriquecer a personalidade como alimentar a insegurança e a ansiedade.
Todos sonhamos quando dormimos, embora nem sempre nos recordemos dos sonhos quando acordamos. Este é o primeiro tipo de sonho.
O sonho que produzimos quando estamos acordados, quando choramos, brincamos, cantamos, falamos, observamos... o sonho que brota quando beijamos quem amamos. O sonho que surge quando a vida nos decepcionou, a alegria se dissipou, a esperança partiu.
Os sonhos que transformam o mundo, que nos inspiram a criar, nos animam a superar, nos encorajam a conquistar.
A presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis, e a ausência dos sonhos transformam os milionários em mendigos.

Como diz a minha mãe eu vivo no mundo das maravilhas... Bendito mundo das maravilhas!

Saturday, October 21, 2006

C.V. 21|10


Curriculum Vitae - O meu!

Friday, October 20, 2006

Amor-te 20|10

Edelgard Clavey67 anos
Nascida a 29 de Junho de 1936
Primeira fotografia efectuada a 5 de Dezembro de 2003
Falecida a 4 de Janeiro de 2004
Edelgard Clavey era secretária-chefe na Clínica Universitária de Psiquiatria. Desde o seu divórcio, no início dos anos 80, que vive sozinha. Não tem filhos. Desde a juventude empenhou-se na Igreja Evangélica. Há já algumas semanas que não pode sair da cama. “A morte é um teste de amadurecimento existencial que cada um tem que aceitar sozinho”, diz a Sra. Clavey. “Desejo tanto morrer. Quero fundir-me naquela vasta e extraordinária luz. Mas morrer é um trabalho bem difícil. É a morte que tem o comando, eu não a posso influenciar. Apenas esperar, esperar, esperar. Recebi a minha vida, tive que a viver e entrego-a novamente. Trabalhei sempre arduamente, quase num sentido diaconal: pobreza, castidade, obediência. Agora já não sou um factor de produção. Isso dói-me insuportavelmente: não quero ser um fardo para ninguém. Quero partir, de preferência imediatamente. Sempre disponível, como os escuteiros”.




Maria Hai-Anh Tuyet Cao52 anosNascida a 26 de Agosto de 1951
Primeira fotografia efectuada a 5 de Dezembro de 2003
Falecida a 15 de Fevereiro de 2004


Hamburg Leuchtfeuer Hospiz Provavelmente, Maria Hai-Ahn Tuyet Cao teria morrido de forma diferente se não se tivesse familiarizado com os ensinamentos da Suprema Mestre Ching Hai. A Mestre diz: «O que se encontra para além deste mundo é melhor do que o nosso mundo. É melhor do que tudo o que possamos imaginar ou não imaginar». A Sra. Cao usa a imagem da Mestre ao pescoço. Sob a sua orientação já conseguiu mesmo, pela via da meditação, viajar para o mundo do Além. Agora já não vai durar muito, até ser para lá chamada: os seus alvéolos pulmonares estão a ser destruídos. Mas parece alegre e serena. «A morte nada é», diz a Sra. Cao. «Rio-me da morte. Ela não é eterna. Depois, quando formos ter com Deus, somos maravilhosos. Só se, nos últimos segundos, ainda estivermos presos a alguém é que temos que regressar à Terra». Dia após dia, Hai-Anh Cao prepara-se para esse momento. No instante da sua morte ela quer libertar-se de tudo.
A grande carga destas imagens em paredes frias... é sentir que estamos vivos, vale a pena! Visitem.

2ª fornada de "Os Putos" 20|10





Projecto de infantário - Convento do Bom Sucesso, Belém.

Wednesday, October 18, 2006

Vinte e dois + um 18|10



Estou calmo. O dia correu muito bem. Foi um dia com uma marca distinta. Começei por pôr em causa o facto de ser o meu dia de aniversário e não poder marcar a data apropriada para o festejar, ou até optar por esquecerem que há não sei quantos anos eu nasci.
Uma dor de cabeça com origem nas vias respiratórias obstruídas, umas manchas no corpo que não sei o que são porque nem sequer tenho tempo de ir buscar as análises, a trovoada e um trabalho para apresentar que nem sequer está acabado!
Resolução – Três comprimidos e puffff, acordo e está sol. A dor de cabeça passou, o trabalho pode ser entregue e apresentado na sexta, passo a tarde a ver duas grandes exposições “Amor-te” na Mãe d’água e Vieira da silva na fundação (tudo como previsto)...
Recebo todos os meus amigos, janto no sushi, tenho uma sala reservada para a festa num lounge (pseudo-fashion), cantam-me os parabéns com a bela da vela sem número e confraternizamos todos... e tudo para mim, por mim!
Foi uma lição de vida, perceber na tarde de hoje que a morte é tão certa como a vida, ambas sem limites, sem regras.
Respirei tudo, sorri...
Obrigado às pessoas que me aqueceram com sorrisos sinceros e abraços sentidos!
Eu sou vocês!

Tuesday, October 17, 2006

O dia 17 17|10

Hoje acordei com uma sensação estranha. Ao meu lado dormia a Joana que entretanto chegou de Barcelona para me dar aquele abraço quente.
Estava inchado e com as vias respiratórias obstruídas.
Vamos agora a caminho da civilização e à nossa frente viaja um casal, já de sua idade, ambos com bom aspecto!
Temos clássica como música de fundo.
Um casal simpático pelo seu bom ar. Os dois de braços cruzados, com uma postura irrepreensível e bem vestidos – bustos brancos de marca seleccionada, com ar sereno.
Têm uma conversa que a custo se ouve. Murmuram um para o outro mostrando a intimidade e respeito que ambos nutrem. Falam sobre a viagem a Itália, talvez agregada a uma qualquer analogia interessante.
Têm ar de interessados e cultos.
Olho a Joana, vai com a cabeça aparada pelo braço esquerdo. Sorri.
Acho que deve estar a sentir exactamente o mesmo.
Amanha vou querer visitar a fundação, algo neste casal me suscita a vontade de sentir a relação Arpad / Vieira.
Os senhores continuam a conversa... bem falante o Sr., ela bem mais calma mas com ar astuto.
O dia vai correr bem, certamente!

Mais tarde:

Não correu!
Levei o dia inteiro a tentar fazer uma ligação coerente entre os edifícios da análise proposta, o grupo esforçado, mas nada.
Amanhã faço anos. O dia que acho ser o mais bonito do ano, o mais redondo e com tons acastanhados.
Recordo as noites de dia 17 de Outubro em minha casa: observo atentamente a agitação na cozinha... a minha mãe não para e o frigorifico deixa de ter espaço.
Sinto-me doente. Não estou adepto do social, mas convidei cerca de 30 pessoas. Não vou ter tempo para comprar roupa para estrear e vou começar o dia a apresentar o trabalho mais ridículo alguma vez proposto.
Isto de se “fazer anos” é incoerente, como é possível os pais criarem expectativas nas crianças, mostrar que o dia de aniversário é um dia especial, que nos pertence e que todas as pessoas que nos rodeiam nos devem felicitar quase a medo por existirem neste “nosso” dia!
Vou festejar a minha vida, não a contagem decrescente para a morte.

Quero ter direito a um bolo de aniversário com uma única vela, sem número!
Não aos rótulos!

Sunday, October 15, 2006

Atelier 15|10

Fim de semana terminado, nasce o sol amanha de maneira diferente. O ritmo muda e o atelier morre por instantes. Só existe e se exprime quando o sinto.

Entre mundos 15|10


















Onde as palavras não chegam!

Crónica "Deixei lá o meu filho" Daniel Sampaio 15|10

É necessário que os infantários do nosso pais se organizem para atenuar a violência da separação da mãe, é crucial que os jardins de infância se distingam da escola futura. Para que o pré-escolar possa ser um local promotor de desenvolvimento, de modo a contribuir para a prevenção dos comportamentos de risco, não pode seguir a organização tradicional da escola. É preciso que seja diferente, bem mais parecido com a família.

26 de julho de 2003
Daniel Sampaio

Diagrama espaços - Os putos 15|10




Thursday, October 12, 2006

Viver com a diferença - Daniel Sampaio 12|10

Tenho a certeza que o meu filho é diferente. Sempre foi. Desde pequeno que digo para mim própria.
A quem poderia confessar os meus receios?
Foi uma sensação estranha. Começou muito devagarinho e cresceu todos os dias, sem que fizesse nada para isso.
...nunca queria acompanhar o pai.
Detestava futebol e não se aborrecia com música clássica, passava horas (sempre atento), sem ter pressa nenhuma de ir brincar com os amigos. Sempre foi delicado e doce, como se pedisse licença para existir.
Comecei a assustar-me, de facto aos quinze anos... certezas aos 19.
Ninguém pode imaginar o que senti. Era como o mundo acabasse ali mesmo, não iria ter nenhum neto.
Onde tinha falhado?
Estariam certas as teorias do pai, sempre a dizer que o tinha mimado demais?
Revia o passado. Procurava pistas, indícios de conversas que tivessem perpetuado aquela diferença que há muito sentia. Pai demasiado distante, mãe demasiado protectora e próxima, ausência de amigos, lia isto em livros e revistas de psicologia, para quê?A verdade é que mesmo não sabendo porquê, tudo desabava em cima de mim.

O anjo 12|10

Paula rego

Wednesday, October 11, 2006

Contou-me o anjo 10|10

Iniciativa é o que não lhe falta, é um rapaz convicto e sensível a cada pormenor.
Um vulto de mais um, não de qualquer um.
A crença que nutrem por este é autêntica e fundamentada. Não se curva facilmente!
Para males deste mundo, vive com o “dom” que não lhe foi oferecido, foi arduamente adquirido.
E o tempo não para, somam-se-lhe dias. Continua inspirado pelo que o move, a arte do nada.
Qual artista, qual quê? – condena rótulos, não decora nomes nem datas.
Sente, apenas sente.
Intimida-se mas não demonstra. Não se comove, é seco!
Deambula atento. Passa despercebido para surpreender. Acredita para concretizar. Não se pavoneia pelo que conquista, o pico alto é a barreira da insatisfação... fracção de segundos. E o tempo continua a contar, serei breve.

Monday, October 09, 2006

O belo do quotidiano 9|10


Dia de projecto, mais um daqueles cansativos, entre gralhas insistentes a perturbar outros que tentam uma qualquer convicção projectual coerente.
Finalmente trabalho findado, de volta a casa.
E é aqui que tudo se passa. Mais uma viagem no maravilhoso enlatado de odores e expressões vincadas pelo tempo!
Eramos quatro sentados numa das passagens entre carruagens, uma passagem com 1 metro de largura (ou menos)... massacrados por um terrível cheiro a transpiração. Comento a certa altura a marca dum qualquer desodorizante, irrita-me pensar que as pessoas não tenham noções higiénicas... terrível analogia esta!
Houve uma senhora que se sentiu incomodada com o meu comentário para com os meus amigos. Sentiu se no direito de nos chamar “pirralhos” e de quase ameaçar de pancada. Uma novela mexicana com péssima dobragem.
Em primeiro lugar não me referi a ninguém em especial, seguido do facto de estar a falar entre amigos e como tal referir uma marca de desodorizante não implica nada em particular sem ser o próprio produto.
Cada viagem mais emocionante que a anterior, aconselho vivamente a que vivam este género de experiências, são de valor! Pagam cerca de 3/4 euros por viagem e têm direito a este género de espectáculos jamais vistos.Conclusão, a educação e higiene está mal distribuída entre o “povo”, não me venham dizer que “Deus” é perfeito, caso contrário a senhora, independentemente da sua etnia teria o bom senso de se lavar e perceber que “Axe” é uma marca e não uma ofensa!

Sunday, October 08, 2006

Bad Boy 8|10


Leve na lembrança
a singela melodia, que eu fiz para ti ou bem amada...
Princesa, olhos d'água, menina da lua.
Quero te ver clara, clareando a noite intensa deste amor.
O ceu é teu sorriso.
O branco, o teu rosto a irradiar ternura.
Quero que desprendas de qualquer temor que sintas.
Tens o teu escudo, o teu tear.
Tens na mao queria a semente de uma flor que inspira um beijo ardente,
um convite para amar...
Sei que seria o teu orgulho, sei que estás por perto... e esta letra dedico ao que ainda hoje é o reboliço paradoxo da tua morte e do nosso amor!
A ti, a nós.

testamento 8|10


Cada ladrilho altera o anterior. Não teria sentido de outra forma.
A vida implica crescimento, aprendizagem, noção de sentido! Implica o tempo que escassa.
E mais um ladrilho.
Quando estiver terminada, a parede dos meus ladrilhos, pertencerá unica e exclusivamente a quem dedico a essência que me falha em tantas outras alturas.
E um dia não são dias, para os meus dias deixo esta estória de crença e descoberta!
Amo... amo-vos!

Atelier 8|10




"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa

Saturday, October 07, 2006

001 07|10


3D do terreno de belém para o infantário

Friday, October 06, 2006

A máscara 6|10




Energias excessivas são meras máscaras do que tento esconder! Mas brota, os vultos assumem - se por milésimos de segundos que se restringem a eternidades.
E já está. Mais uma vez, já está!
E agora... e agora?!?! Serei eu guardião? - Não me sinto guardião.
Amanha quero trabalhar, trabalhar muito.

Thursday, October 05, 2006

Labirinto 6|10



Dúvida.
A luz não é exactamente a mesma, tem um brilho especial, tem tons claros que dão asas a ecos puros, marcas dum conjunto agora definido. Faz agora sentido todos os ruídos dum escuro pavoroso que no fundo tinha um ponto branco.São meras estruturas labirínticas em que o sentido de orientação é levado por cada qual com um conhecimento mais ou menos aprofundado. E a certa altura ao virar de esquina deparamo-nos com o que até então nos era desconhecido e que nos acompanhará pelo restante percurso! Sentimentos, são deles que falo. (Do que nos vale ter verde se não o conseguimos respirar?)
Martirizo brancos com cores sofridas e afirmativas, relaciono factos, ideias e conceitos e no fundo tudo brota em forma de caos como que para tal faça sentido fosse preciso a tal chave que nos dá acesso a um tal beco escuro e claustrofóbico...
Este era um inicio, axei que ias gostar de ler. Sim é para ti este texto!

Raiva de trazer o passado guardado na algibeira, saber que me tocaste e conheces cada ponto do meu corpo, que sentiste a minha alma! Despes me em frente de quem seja com esse olhar (não o devias fazer, no lugar dele ficaria muito ofendido).

Sensações 5|10


Feriado cultural!
Visita ao Centro cultural de belém, inauguração da Escrita Habitada da Alexandra Mesquita na Arte Periférica - A ovardose de ideias numa sequência caótica (gostei da sensação).
Conversa pouco formal entre amigos num dos cafés albergado pelo "forte" da cultura, desde projecto à intervenção artística. Seguido duma deambulação entre Simulacros - Uma Antologia de Jorge Martins onde absorvo caminhos perdidos e achados... bem, qualquer coisa que implica datas e formas de expressão!
Adeus David. Tinha um jantar com uma amiga.
Conversa do projecto do freeport em cima do joelho e Maria, e João, e Sofia, e prima do João, e actual namorado... muita coisa duma só vez. Sinto o olhar confortante da Bá, arrumo num instante tudo o que tinha comigo dentro da mala do portatil, como roupa suja para dentro duma centrifugadora e fujo.
Ups, não tenho tabaco... volto a passar, o que implica uma vinda! No jardim imperial, a caminho dos magnificos pasteis, sms - gostei de te ver... tás tão lindo! dificil definir a sensação, mas oscilei.
Em frente é que é caminho. Não aos pasteis, tá super lutado. Preferivel uma qualquer esplanada pa falar da intervenção do infantário e definir ordem de trabalho.
Ordem de trabalho definida, pulo até casa.
Um telefonema, pulo até à Parede... interessante!
Para casa de novo, chega por hoje.
É tarde e o dia foi cheio de sensações diversas e intensas, vou dormir.

Sunday, October 01, 2006

Saudade 1|10


Amor...
Saudade desse teu maravilhoso traço que muitas vezes me salvou e me levou a apaixonar po aquele pedaço de céu que te tornaste... ès lindo e tornas lindo tudo aquilo que tocas, tocaste-me e fizeste-me sonhar!
Voa alto, estarei lá para não te deixar cair.
Uma palavra: Mágico

Amo te sempre
Joana Pinto

Saudades... volta rápido!


O pseudo artista 1|10



Vou comprar o passe! Farei os possiveis para absorver o bom da coisa... para os mais cépticos aqui vai a minha tentativa.

Primeiros passos 1|10


A extrutura está armada, a coufragem feita! Venha o betão. Sinto que ja dou os primeiros passos, articulo conceitos e martirizo o branco com o traço rude que me caracteriza...
Está tudo orientado, já se sente uma presença.
Orgulhoso.